Escritos produzidos de forma pretensiosamente poética e outros devaneios. Muitos rascunhos em viagens sempre que uma imagem me assalta. Para os meus. Durante os dias que vivo. Porque falam de Vida. Ainda que possam referir mortes aqui ou ali.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Os ecos de Eco
Para muitos pode não ter passado dum académico de referência. O que, sendo muito, pode também ser muito pouco.
Para muitos outros pode não ter passado dum romancista, o homem por detrás de O Nome da Rosa, para muitos um CSI-Idade Média, para outros muitos (e também para muitos do grupo anterior) um marco geodésimo para reflexão sobre o geocentrismo.
Para ainda outros, Eco pode não ter passado de mais um importante farol contemporâneo do pensamento.
Filósofo e epistemólogo, Eco vai-se como vão sempre os grandes: no momento em que mais precisamos deles, até parece que fazem de propósito.
Ou, então, parece que esse gigante se imolou por o Impresidente ter agraciado um frade-censor (bem ao estilo do seu Frei Jorge de O Nome da Rosa) adepto do obscurantismo, justamente com a Ordem do Infante, um conterrâneo meu, um visionário, confesso adepto do conhecimento.
Ditosa Pátria minha amada: Vai-te mas é foder com quem arranjas para te representar, ainda que seja no estertor agonizante duma moribundicíe pestilenta e fétida!
Carlos Clara Gomes
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